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Operar com lojas físicas exige planejamento dos varejistas

Consideradas como iniciativas fundamentais para os lojistas alavancarem suas vendas, as grandes plataformas de marketplaces podem se tornar uma dor de cabeça ao comerciante em termos de custo – e também de fidelização do cliente – caso o ingresso nesses ambientes ocorra de forma mal planejada.

“O lojista tem que ter em mente um conjunto de ações para se destacar nessas plataformas. Para os vendedores que entraram há pouco tempo no ambiente, muitas vezes é melhor abrir mão da margem de lucro, diminuindo o preço, para ter condições de alcançar os outros players em termos de competitividade”, argumentou o gerente de projetos da consultoria Advice e-Commerce, Ivan Vargas.

De acordo com ele, é preciso que o comerciante adote tal medida apenas no curto prazo, tendo em vista que “o marketplace deve ser considerado como uma estratégia para a compra inicial do consumidor” a fim de atrair o usuário para o e-commerce próprio do negócio. Vargas também lembra que, após a conquista de um público fidelizado no médio e longo prazo, o lojista pode ajustar o preço para ampliar a margem de lucro.

No entanto, o gerente considera que os varejistas de segmentos “comuns” – como por exemplo vestuário e cosméticos – têm mais dificuldade de baixar o preço em razão da grande concorrência nesses ambientes.

De acordo com o último levantamento realizado pelo Ebit, 74% dos consumidores virtuais afirmam que decidem pela compra nesses ambientes em virtude de um preço melhor. O levantamento aponta ainda que, da receita total do comércio eletrônico do Brasil, 18,5% é proveniente da comercialização de itens dentro de plataformas de marketplaces.

Para o especialista em e-commerce da consultoria Your Commerce, Diego Santana, o lojista deve estar atento aos critérios que o marketplace usa para ampliar a visibilidade do produto no ambiente virtual. “Hoje, o algoritmo considera três aspectos principais para fazer essa leitura: o preço do produto, valor de frete e o prazo de entrega”, afirma.

Alinhado à posição de Vargas, o especialista faz um alerta sobre o ato de concentrar todo o comércio de produtos apenas no marketplace. “Sobretudo hoje, o usuário está muito focado para consumo dentro dessas plataformas. Com isso, dependendo do segmento de atuação, o pequeno lojista pode se atrapalhar com a atualização de taxas e políticas”, observou ele.

Segmentação

Na opinião do diretor-geral da consultoria Infracommerce, Luiz Pavão, os marketplaces podem ser de grande utilidade para negócios de nicho, e que o discurso de que plataformas como esta servem para transportar o usuário para o e-commerce próprio está apenas no campo da teoria.

“Com grande fluxo de usuários, há espaço nessas plataformas para empresas especializadas no comércio de produtos específicos, como por exemplo o ramo de peças automotivas”, disse. Pavão menciona que, embora a taxa desses ambientes varie entre 12% a 15% sobre cada venda, o aspecto de “confiabilidade” que a plataforma tem faz com que os lojistas elevem o volume comercializado.

“Muitas vezes o consumidor não realiza a compra por não considerar seguro o site próprio do negócio”, pondera. Para ele, negócios voltados para nichos específicos só devem optar por um e-commerce próprio caso tenham certa popularidade e dispunham de condições para arcar com os gastos de publicidade na rede.

Fonte: Portal Newtrade

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