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Páscoa será marcada pela venda de bombom e produto nacional

Termômetro para mensurar como se darão as vendas nesta Páscoa, a composição
dos estoques do supermercadistas para a data este ano foi marcada pela cautela.
Segundo a Associação Brasileira dos Supermercados (Abras), a compra de produtos
junto à indústria subiu só 0,4% com forte incremento na compra de bombons e
barras de chocolate.

“Há uma certa preocupação e cuidado dos supermercadistas em demonstrar mais
otimismo com o mercado. Mesmo havendo recuperação do ano passado para cá,
cautela parece ser uma palavra boa para definir a confiança neste momento”,
avaliou o o diretor de atendimento da empresa de pesquisa de mercado GfK, Marco
Aurélio, que mapeia o apetite dos empresários em datas relevantes.

A decisão dos empresários reflete um posicionamento reticente do consumidor
brasileiro. Segundo o gerente de contas nacionais da empresa de pesquisa de
mercado Nielsen, Daniel de Souza, os hábitos de consumo adquiridos pelos
consumidores na crise não vão mudar de uma hora para outra. “O comportamento
não deve ser alterado rapidamente. Esse movimento leva tempo e fez com que o
consumidor passasse a valorizar a conveniência e o custo-benefício dos produtos.”

Como resultado o objetivo principal aventado por empresários do setor
supermercadista é estancar a sangria provocada pelo período de crise econômica no
País. Para a Páscoa de 2019, o varejo alimentar deve registrar estabilidade nas
vendas, uma vez que o consumidor privilegia cada vez mais o custo-benefício na
hora de realizar as compras tanto de datas comemorativas como de abastecimento
dos lares.

“A retomada no consumo não aconteceu como gostaríamos em 2018. Começamos o
ano bem, mas fomos surpreendidos pela paralisação dos caminhoneiros. Para esta
Páscoa, a expectativa é que produtos de maior valor agregado e também mais leves
devam apresentar maior demanda, tendo em vista que esses itens têm adquirido
força e espaço nos últimos anos”, afirmou o presidente da Abras, Joao Sanzovo,
destacando a alta de apenas 0,4% na encomenda dos supermercadistas à industria.

Ainda de acordo com o presidente da entidade, a perspectiva é que os produtos de
época tenham variação média de 2% no preço, o que deve acarretar em um
aumento equivalente do faturamento dos lojistas. “A previsão de estabilidade pode
ser encarada como positiva, sobretudo pelo fato de que muitos viram as vendas
caírem no período de recessão. A estimativa geral de crescimento para o setor
continua 3% em 2019” complementou.

Mudança que não é de hoje
Segundo a Abras, a tendência de consumo de itens de menor valor agregado se
consolidou com o tempo, resultando em maior atenção do varejista na compra de
bombons, chocolates em barra, tabletes e confeitos. No que diz respeito aos ovos
de Páscoa, só os com até 170g, devem ter alta nas vendas em comparação ao
mesmo período do ano passado.

Os ovos com mais de 500g registraram retração nos pedidos. Além disso, outra
categoria de produtos que tem sido a aposta dos lojistas são os chamados “produtos
de época”. Exemplo disso foram as altas das encomendas de cervejas (5,8%), peixes
em geral (5,6%), refrigerantes (3,4%), azeites (1,4%), bacalhau (1,4%), vinhos
nacionais (1,2%).

Seguindo a tendência do ano passado, a colomba pascal teve 1,5% menos
encomendas. Do ponto de vista de confiança hoje os varejistas do ramo está em
torno de 58,7 pontos, que apesar de ficar acima da marca dos 50 pontos (que divide
o pessimismo do otimismo) ainda está bem longe da confiança plena, marcada no
100. Em 2018, o setor faturou R$ 355 bilhões, queda real e 3,05% ante o ano
anterior, para este ano a meta é crescer 3%.

Fonte: Diário do Comércio e Indústria

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