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Pernambucanas sente retomada, após maio fraco

A Pernambucanas, uma das maiores varejistas do país, teve queda de vendas em maio, como efeito da greve dos caminhoneiros, de um Dias das Mães “comportado” e do clima ameno, que afetou a demanda pela coleção de inverno. A magra fase de lançamentos de celulares, que sempre estimulam o consumo, também afetou os resultados.

Em junho, o tráfego de clientes melhorou, mas não o suficiente para fechar o semestre com uma expansão mais expressiva. A alta nas vendas, que havia atingido 6% de janeiro a abril, caiu para 3,3% ao incluir o desempenho do mês passado. Apenas vestuário, de janeiro a maio, sobe 6% “O tráfego nas lojas desacelerou muito em no mês passado.

Em junho está um pouco melhor. O problema é que além da greve, com todo o peso econômico que teve no país, tem sido um outono/inverno de temperaturas amenas, e foi um Dia das Mães bem comportado em termos de vendas”, diz Sergio Borriello, presidente da rede.

Varejista de moda, cama, mesa e banho, a Pernambucanas tem 325 lojas no país e fechou o ano passado com R$ 3,6 bilhões em receita líquida, queda de 4% – ao se excluir a venda de eletrônicos e eletrodomésticos, há alta de 13% (a empresa saiu dessas categorias no fim de 2016). Essa expansão permitiu que as projeções iniciais fossem de crescimento mais acelerado. “A questão é que entramos este ano com a lembrança de um Natal muito bom. Viemos com expectativa e estoque mais altos, e o primeiro bimestre não foi ruim. Mas abril e maio não ajudaram. Em maio houve queda nas vendas.”

Concorrentes, como Renner e Riachuelo, já haviam identificado desaceleração nas vendas entre abril e maio, especialmente na região CentroSul. Segundo Borriello, além da questão da temperatura, ainda há o efeito da queda no desempenho dos celulares. Sem tantos lançamentos e com competição maior – a Marisa começou a vender celulares neste ano – o mercado perdeu vigor. “Aquela rede da marca rosa [Marisa] e a outra do Nordeste [Riachuelo] entraram e o mercado está mais competitivo”, diz Borriello, evitando mencionar o nome das rivais.

Apesar desse cenário, a companhia mantém a previsão de expansão de 9% nas vendas em 2018. Borriello sustenta as expectativas basicamente em dois fatores. Entende que a partir do segundo semestre deve ocorrer uma melhora no mercado de crédito ao consumidor, o que tende a aquecer a venda de itens de maior valor. E ainda acredita, com base nas informações dos fornecedores, num retorno do ritmo de lançamento dos smartphones por parte da indústria na segunda metade deste ano.

Para a rede, há outro fator positivo no segundo semestre: o fim da “competição” com as varejistas de eletrônicos, que vendem televisores no período da Copa do Mundo. Com o aumento na demanda por TVs, há um natural desaquecimento na venda dos celulares.

A empresa percebeu sinais de aumento da inadimplência em sua base de clientes no ano passado e decidiu rever política de crédito para este ano. A companhia controla a sua própria financeira chamada Pefisa. “Ficamos mais restritivos. Nossa taxa de liberação de crédito, que era de 80% em 2017 caiu para 60% [das solicitações] neste ano e se mantém nisso. É que a alta na inadimplência tem efeito retardado, ainda afetando esse ano, por isso mantemos o índice”, afirma o executivo.

Fonte: Valor Econômico

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