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Pessoas devem ser prioridade neste momento

Rafael Rodrigues, country manager da CECOP Brasil, analisa ações importantes para manter o bem-estar de clientes e funcionários, além de preservar a saúde finaneira do negócio

Com o Brasil vivendo uma situação bastante séria em razão do avanço da Covid-19, solidariedade é uma palavra-chave para que todos possam passar por esse momento tão delicado. “Aos líderes e gestores, a importância de se tomar decisões organizacionais em harmonia com o que se espera de uma cultura interna humanizada se vê presente a todo momento”, destaca Rafael Rodrigues, country manager da comunidade de óticas independentes CECOP Brasil .

Graduado em Publicidade e Propaganda pela FAAP, com especialização em Economia pela FIA e MBA em Gestão de Negócios e Inovação pela BI International, o executivo detalhou alguns tópicos essenciais para auxiliar profissionais varejistas e indicar um caminho no meio de tantas incertezas sobre o futuro. Confira!

Ética e transparência para superar o presente

Com tantos desafios, agir com rapidez é essencial, e a figura de liderança será fundamental para que colaboradores e equipes envolvidas tenham a tranquilidade para conduzir suas funções sem maiores obstáculos. Isso começa pela base de uma gestão orientada à ética como filosofia de comunicação.

A troca de informações, fluída e flexível, terá um grande protagonismo para que todos estejam alinhados sob um mesmo objetivo. Esse conceito também se aplica para o atendimento ao cliente, outra parte interessada e determinante para a continuidade do negócio. Aproveitar o quadro que passamos para repensar valores e escolhas pode ser o diferencial em relação às respostas para a crise provocada pela pandemia. No fim, todos estão à deriva de um inimigo invisível, o que muda é a forma que escolhemos enfrentar esse problema universal.

Medidas que priorizem as pessoas

Partindo para ações práticas e capazes de provocar efeitos positivos para os profissionais que exercerão seus cargos hoje e nos próximos meses, algumas alternativas mostram-se fundamentais e simplesmente indispensáveis. Entre elas, o compromisso de manter seu estabelecimento arejado, limpo e esterilizado, com enfoque em superfícies e objetos cuja recorrência de manipulação é alta, deve se tornar um hábito rotineiro para varejos de todos os tamanhos. Uma boa comunicação, como citada anteriormente, também deve fomentar a lavagem de mãos por parte dos funcionários e clientes, anúncios e cartazes sobre a prevenção do vírus são bem-vindos.

O álcool em gel, item tão valorizado na luta contra o coronavírus, poderá ser distribuído em pontos estratégicos, de fácil acesso e visibilidade. Atentando-se ao estado de saúde dos trabalhadores, sintomas como coriza ou tosse são motivos válidos para que máscaras e lenços sejam concedidos. Funcionários que apresentem febre devem ser direcionados para trabalhar remotamente. São atitudes que, se tomadas em conjunto e conscientemente, minimizarão o risco de contágio.

Atenção à questão financeira

Em situações como essa, é imprescindível que instituições e órgãos responsáveis tenham uma abordagem flexível com cobranças e pagamentos obrigatórios. Entenda que, neste momento, todos os segmentos dentro do varejo estão sentindo na pele o que está acontecendo e precisa tomar atitudes rápidas.

Na missão de resguardar a saúde econômica do setor varejista, novas opções têm surgido a cada dia. Internamente, realizar uma análise de custos fixos como aluguel e marketing a fim de adiar o pagamento a partir de setembro, mês em que se espera uma estabilidade do quadro. Isso se aplica igualmente para parcelas de compra de produtos.

No âmbito governamental, a postergação de impostos é uma variável cada vez mais próxima da realidade varejista. Benefícios do Simples Nacional e incentivos voltados para folha de pagamento servirão para amenizar o prejuízo sentido pelo setor. Outro movimento necessário é o requerimento junto a bancos e organizações financeiras de créditos capazes de proteger o fluxo de caixa. Superar a crise com a manutenção da equipe de funcionários, evitando demissões, é uma tentativa recomendável e que fortalecerá a produtividade.

Em resumo, a omissão do empreendedor não pode determinar o rumo que o setor varejista irá seguir. É de suma importância enfrentar os problemas com ética e transparência de forma ágil. A hora de agir contra os problemas provocados pelo COVID-19 é agora. Uma dica para este momento: trace novas estratégias a partir de julho, quando a crise começar a diminuir e o panorama global apresentar pequenas melhoras. Assim, em setembro, já será possível acionar o novo plano de ação.

 

Fonte: Portal S.A. Varejo

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