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Por que a cultura organizacional é essencial para as empresas?

O que você faz quando ninguém está olhando? Por mais que não pareça, esta é uma
questão que tem relação com o dia a dia das empresas. De acordo com o Boston
Consulting Group (BCG), a cultura de uma organização define como as pessoas se
comportam quando estão sendo vistas pelos outros e também em momentos de
solidão.

Ou seja, comportamentos, hábitos e valores, inclusive os mais privados, são
aspectos capazes de alterar a realidade de países e empresas. E são esses alguns
pontos que impactam a cultura empresarial que, na definição do BCG, é
caracterizada por um conjunto de comportamentos manifestados no que
colaboradores dizem e fazem. Quando bem desenvolvida, ela tende a impulsionar a
vantagem competitiva da empresa.

Na Concentrix, uma empresa presente em mais de 40 países e seis continentes,
responsável pelo relacionamento com clientes em 70 idiomas, a questão da cultura
é imperativa. Desde as contratações até o treinamento de lideranças, tudo converge
para a ideia de que a Concentrix é uma só e precisa estar unida em torno de seus
valores.

Para a empresa, esse é inclusive um dos principais diferenciais diante do mercado.
Italo Neville Ribeiro, diretor de Operações, conta que, quando chegou à empresa,
ficou impressionado com o conceito de “ser fanático pelo cliente e pelos
colaboradores”. Logo ele entendeu que isso representa o esforço para dar sempre o
melhor de si – e essa ideia está impregnada em todos os colaboradores, da base à
liderança.

Ao mesmo tempo, ele destaca a força do conceito de respeitar o diferente: esse é
um princípio que impacta tanto as pessoas que trabalham na empresa quanto os
clientes que se interessam pelo trabalho da Concentrix. Não é por acaso que a
empresa tem 50 unicórnios/empresas disruptivas entre seus clientes.

Transmissão de valores

Na prática, a Concentrix desenvolve as mais diversas iniciativas para garantir a
transmissão da cultura para todos os níveis da organização, em todo o mundo. Os
líderes da empresa no Brasil tiveram a experiência, inclusive, de passar dias no
Panamá aprendendo sobre a cultura da empresa. O treinamento aconteceu em
2019, após a integração da empresa com a Convergys, e também em 2014, quando
a Concentrix comprou a parte da operação de BPO da IBM.

Experiências como essa reforçam a ideia de que há apenas uma Concentrix. No dia a
dia da empresa no Brasil, essa sensação também é muito real, inclusive pelo
comportamento e exemplo das lideranças. Entre outras atitudes, é comum
encontrar gerentes, diretores e até mesmo o vice-presidente para a América Latina
no refeitório com os funcionários. Fica claro que, na empresa, o que importa é o
contato com os funcionários e não a hierarquia.

Cultura no dia a dia

Tatiana Herculano, gerente sênior, conta que o storytelling é uma grande alternativa
nesse sentido. Ou seja, a empresa ensina pelo exemplo: tudo o que foi feito ao
longo da trajetória da empresa mostra o quanto se importa com os colaboradores e
com a garantia de que toda a experiência positiva pode refletir o relacionamento
com o consumidor.

“Procuramos sempre ensinar o colaborador a ter um senso de responsabilidade”,
afirma Ribeiro. Ou seja, mesmo quando o assunto é o crescimento na empresa, a
Concentrix coloca à disposição do colaborador diversas possibilidades de
treinamento e um plano de carreira claro e consistente. A empresa prioriza o
crescimento interno, deixando claro para o funcionário que ele faz parte do plano
de crescimento da empresa.

Aprendizado cíclico

O aprimoramento não é direcionado apenas aos agentes. Tatiana conta que as
lideranças passaram por um treinamento específico para ser master coach,
aprendendo técnicas de psicologia e mindfulness com líderes de outros países. Hoje,
o curso se chama Pay it forward, ou seja, cada pessoa treinada precisa atuar como
coaching e treinar outros líderes.

Dessa forma, o diálogo deixa de ser apenas pontual e foca a solução de questões
simples e também a evolução do colaborador. Na visão da executiva, é importante o
papel da empresa nesse sentido, afinal, muitos dos funcionários da Concentrix – e
das empresas do setor, em geral – estão no primeiro emprego.

Fonte: Consumidor Moderno

 

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