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Por que o Magazine Luiza não para de surpreender o mercado?

Com lucro de 23% acima do consenso do mercado e 2,5 vezes maior frente ao mesmo período do ano passado, o Magazine Luiza (MGLU3 +14,6%) mais uma vez surpreendeu até os mais otimistas e apresentou forte resultado no primeiro trimestre do ano. A alta de 14,6% das ações nesta terça-feira (8), assim como os comentários dos analistas, traduzem bem esse sentimento positivo para o futuro da companhia.

A empresa registrou lucro líquido ajustado de R$ 147,5 milhões nos três primeiros meses do ano, enquanto a receita líquida subiu 28,7% e fechou o primeiro trimestre em R$ 3,61 bilhões, contra projeção do mercado de R$ 3,35 bilhões. Segundo a empresa, foi o maior crescimento trimestral dos últimos cinco anos. Para se ter uma ideia, as vendas totais, que incluem lojas físicas, e-commerce tradicional e marketplace, cresceram 33,8% para R$ 4,5 bilhões.

Assim como nos últimos anos, o segmento das vendas online cresceram significativamente e estão cada vez mais ganhando espaço no resultado da empresa. As vendas do segmento e-commerce cresceram 65% frente ao primeiro trimestre do ano, vindo de uma expansão de 58,5% no mesmo período de 2017, ou seja, não era uma base de comparação fácil. Com isso, a representatividade no total de vendas da empresa saltou de 29% para 35%.

De acordo com os analistas do BTG Pactual, os principais drivers para o forte crescimento no segmento online, considerado a “menina dos olhos” do Magazine Luiza, foram: i) vendas fortes nas plataformas mobile (45% das vendas totais do e-commerce); ii) taxa alta de conversão de vendas nos canais de e-commerce e iii) aumento das sinergias entre as lojas físicas e o comércio eletrônico.

“Ao reinvestir seus ganhos de escala e a alavancagem operacional em uma melhor experiência para os clientes, a Magazine Luiza fortalece cada vez mais sua capacidade de atender a demanda do mercado e sua operação de marketplace (em que a companhia oferta para outras empresas de menor visibilidade a chance de expor seus produtos), dificultando a missão da concorrência e garantido seu market share”, explicam os analistas do Bradesco BBI sobre o ótimo desempenho da empresa no primeiro trimestre.

Mais upside para capturar

Em meio ao resultado acima da expectativa do mercado, que já estava bastante otimista com a empresa, os analistas de mercado passaram a rever suas estimativas para a varejista. O Bradesco BBI elevou o preço-alvo para as ações de R$ 105 para R$ 115, seguindo com sua recomendação “outperform” (desempenho acima da média do mercado) para os ativos. Também confiantes, os analistas do BTG e do Credit Suisse reforçaram sua visão positiva e foram categóricos em dizer que as ações da Magazine Luiza são o melhor veículo em Bolsa para surfar o crescimento do varejo eletrônico no Brasil, desbancando, inclusive, suas concorrentes B2W (BTOW3 -2,11%) e Via Varejo (VVAR11 +2,27%).

Segundo o BofA (Bank of America Merrill Lynch), os números surpreendentes dos três primeiros meses do ano devem ser repetidos no segundo trimestre, isso porque a empresa está bem posicionada no mercado para capturar a demanda do Dia das Mães e da Copa do Mundo.

De olho na venda de televisores, a empresa elevou seu nível de estoque em 33% frente ao visto no ano passado e desde o começo do ano está com promoções agressivas, como também criando alternativas de financiamento aos clientes. De acordo com o banco, mais de 30% dos brasileiros perderão o sinal de transmissão analógica ao longo de 2018 e há uma demanda reprimida por televisores no Brasil.

Outro evento que todos os analistas destacaram, mas que foi ofuscado pelo resultado surpreendente, foi a compra da startup de tecnologia logística Logbee. Com foco em integrar sua plataforma de entregas de encomendas leves, atualmente concentrada em São Paulo, o Magazine Luiza pretende aumentar significativamente o investimento em nível de serviço para clientes este ano, assim afirmou o presidente da companhia, Frederico Trajano, em entrevista para a Reuters.

Segundo o Credit Suisse, embora isso possa indicar alguns investimentos marginais, esta é a estratégia correta de longo prazo: “a aquisição da startup vai melhorar a capacidade de logística da empresa e melhorar ainda mais sua operação dinâmica de comércio eletrônico. Esperamos que sua avaliação premium seja sustentada”, afirmaram os analistas.

Com tantos eventos positivos para capturar, a companhia deve seguir com números resilientes em 2018 e mostrar que ainda consegue surpreender – e muito – o mercado. Agora, com um cenário de recuperação para a economia brasileira e com eventos importantes, como a Copa do Mundo, os analistas estão de olho até onde a companhia pode chegar e horizonte está aberto, já que as ações possuem apenas o novo topo histórico em R$ 110,99 para superar.

Fonte: Portal InfoMoney

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