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Quais são os principais problemas digitais enfrentados nas compras online?

Quem faz compras em lojas físicas sabe que precisa redobrar a atenção com carteiras e bolsas, tomar cuidado com cartões nas maquininhas e checar a reputação da loja antes de negociar. É assim também no comércio eletrônico. O tráfego de pessoas nos sites das lojas faz com que os riscos sejam consideráveis. Qualquer descuido pode comprometer a segurança de seus dados e, pior, trazer graves prejuízos financeiros. A alternativa que eu recomendo, portanto, é identificar as principais ameaças e contar com as melhores soluções para se proteger virtualmente. Separei os maiores problemas digitais enfrentados nesse canal:

1 – Phising no computador e no celular

É uma das ameaças cibernéticas mais antigas na web, mas infelizmente ainda causa muitos estragos. Nada mais é do que uma estratégia que utiliza truques para “fisgar” o consumidor e fazê-lo compartilhar informações bancárias e financeiras.

Como funciona? O criminoso envia um link que seria de uma loja virtual, mas trata-se de artimanha para roubar os dados. Por muito tempo, o maior perigo estava nos links enviados por e-mail. Porém, hoje é preciso tomar cuidado também com redes sociais e aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. Portanto, desconfie dos links recebidos.

2 – Sites de ‘mentira’

No phishing, os sites são planejados para se parecerem com e-commerces já existentes. Contudo, há outro tipo de lojas virtuais fraudulentas… São as criadas exclusivamente para atrair consumidores que compram os produtos expostos, confirmam o pagamento, mas jamais receberão o pedido. Para o consumidor, vale checar a reputação da empresa na Internet antes de fazer o pedido. Algumas sugestões de site para isso são o Procon e o Reclame Aqui.

Uma conferida nas redes sociais também pode ajudar nesse sentido, identificando as principais reclamações. Além disso, há elementos que distinguem sites sérios dos falsos. Como, por exemplo, canais de atendimento expostos e fáceis de identificar, CNPJ na página inicial e utilização de protocolos de segurança durante a navegação (o famoso HTTPS).

3 – Malwares nos dispositivos

Outra tática de cibercriminosos é infectar o dispositivo do usuário para ter acesso a uma gama muito maior de informações. Os malwares são vírus que se instalam nos computadores e smartphones das pessoas. Eles podem ocasionar desde falhas no desempenho da máquina, até o roubo e a encriptação dos dados armazenados.

Trata-se de uma tática que pode estar acompanhada do phishing com links suspeitos, mas também no download e na própria navegação em sites duvidosos. A alternativa aqui é ter um antivírus atualizado e contar com redes privadas para dificultar sua identificação.

4 – Insegurança de pagamento

Não há dúvida de que o processo de checkout em uma compra online é o mais sensível quando o assunto é segurança digital. Afinal, é nele que o consumidor vai digitar seus dados bancários para realizar o pagamento do pedido. Um simples descuido já é suficiente para que criminosos consigam driblar as ferramentas de segurança e roubar essas informações.

No caso de transações por cartão, certifique-se de que o e-commerce oferece um ambiente seguro, com protocolos e as melhores soluções de proteção. Já para boletos, dê uma olhada se os números de código de barra correspondem à transação efetuada.

5 – De olho em apps e extensões

Pessoas mal-intencionadas sempre lançam artifícios para driblar a segurança digital e roubar os dados financeiros e pessoais dos consumidores. Uma forma de fazer isso é usar ferramentas que elas já utilizam com frequência e, a princípio, parecem inofensivas.

São os casos de aplicativos e extensões de navegador que prometem melhorar a experiência de compra, identificando cupons e ofertas, por exemplo. O indivíduo pensa que está seguro porque a transação ocorre em outro ambiente, mas essas ferramentas podem funcionar como “cavalos de troia” — escondem malwares e sistemas que conseguem roubar remotamente todas as informações trafegadas. Assim, só faça o download se tiver realmente certeza da procedência desses recursos.

* Por Laura Tyrell, Head de PR da NordVPN. 

 

Fonte: E-commerce Brasil

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