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Recuperação da economia ajuda franquias

A consolidação dos números apurados pela ABF – Associação Brasileira de
Franchising mostra que o faturamento do setor em 2018 cresceu dentro da
estimativa feita pela entidade, fechando o ano com alta nominal de 7,1% em relação
ao ano anterior. A receita total do mercado de franquias saltou de R$ 163,319
bilhões para R$ 174,843 bilhões no período.

A inflação e os juros básicos da economia (taxa Selic) baixos, a melhora dos índices
de confiança do consumidor e do empresariado, a retomada da expansão e os
investimentos em inovação impulsionaram esse crescimento. A recuperação, ainda
que lenta, da economia, especialmente no último trimestre, com os bons resultados
para o varejo e o franchising na Black Friday e Natal, também alavancaram o
desempenho do setor. Dados da ABF apontam que houve uma alta de 8,2% na
receita das redes de franquias no 4º trimestre de 2018 frente ao mesmo intervalo
do ano anterior. O faturamento passou de R$ 47,014 bilhões para R$ 50,868 bilhões.

Para André Friedheim, presidente da ABF, os números revelam a forte relevância
dos princípios fundamentais que norteiam o trabalho do franchising, especialmente
em períodos de retração econômica. “Vimos que 2018, marcado inclusive pela greve
dos caminhoneiros e grande instabilidade política, foi um ano ainda desafiador para
a economia brasileira e não foi diferente para o franchising. Para manter resultados
positivos, as empresas franqueadoras fizeram valer ainda mais o trabalho em rede,
que possibilita por exemplo ganhos em escala, buscaram inovar, investindo em
novos formatos, produtos e serviços, trabalharam duro e puderam colher os frutos
com o encerramento do ano”.

Expansão avança com novas unidades e redes

A pesquisa da ABF revelou que em 2018 o total de unidades do setor cresceu 5,2%,
com um saldo de 7.570 novas operações, totalizando 153.704 unidades de franquias
ativas no país. Esse ritmo foi mais do que o dobro da variação registrada entre 2016
e 2017. O desenvolvimento de novos formatos e modelos de negócios, a expansão
para fora das grandes capitais e a maior disponibilidade de pontos comerciais a um
custo mais competitivo foram os principais fatores que alavancaram essa expansão.

Outro dado relevante apurado no levantamento da ABF este ano registrou um
aumento do número médio de unidades por rede. O crescimento foi de 3,9% no ano
passado ante 2017, cuja média passou de 51,4 para 53,4 unidades por marca no
período. De acordo com o presidente da ABF, “esses números indicam a
consolidação e o amadurecimento do setor de franquias brasileiro, com redes mais
fortes e com maior capilaridade”.

O estudo indica, ainda, que a taxa de mortalidade das operações caiu. Em 2017, o
índice medido foi de 5% e em 2018, baixou para 3,9%. “Este é mais um sinal de
resiliência e retomada do setor. Os ajustes que foram feitos nos últimos dois ou três
anos têm se mostrado eficazes. Além disso, o repasse continua a ter um papel
importante na preservação de unidades de franquia, assim como a participação
crescente de franqueados multiunidade”, explica Vanessa Bretas.

Já em número de redes, o ano passado encerrou com um incremento de 1,1%,
totalizando 2.877 marcas atuantes no mercado brasileiro de franquias. Destaque
para novas marcas nacionais, grandes empresas aderindo ao sistema e a redes
franqueadoras lançando novas marcas. Alguns exemplos são: Água Doce Express,
Camelo, House of Samsonite, Nhô Sorvetes, OpenLaser e Snoopy Café.

Desempenho por segmentos

O balanço do desempenho do franchising brasileiro em 2018 indicou aumento na
receita de todos os 11 segmentos identificados pela ABF. Demonstrando
recuperação, Entretenimento e Lazer foi o segmento que mais cresceu, com
variação de 12,7% comparado ao ano anterior. O bom resultado se deve
especialmente à maior procura por jogos virtuais e novos nichos explorados por
buffets de festas e eventos, com serviços delivery. São exemplos desse crescimento
as franquias Escape 60 e Viva Eventos.

Em segundo lugar e também em ritmo de recuperação destacou-se Hotelaria e
Turismo. O segmento teve faturamento 12,3% maior no período pesquisado. Entre
os principais motivos, o resultado positivo se deve ao reaquecimento do turismo no
mercado interno, principalmente no 4º trimestre do ano, e o uso intensivo de canais
digitais. As redes CVC Brasil, HOTEL 10 e TAM Viagens refletem esse crescimento.
Serviços e Outros negócios ficou na terceira posição, com variação positiva de 8,7%.
O aumento da demanda por serviços no mercado pet, B2B (de empresa para
empresa) e de back office, incluindo logística, justificam esse crescimento. As
marcas Flash Courier, Petland e Roval Pet – Manipulação Veterinária demonstram o
bom resultado.

Seguindo de perto, Casa e Construção teve o quarto melhor desempenho em
termos de faturamento, com alta de 8,6% no período. O segmento também
prossegue em recuperação, com a retomada do setor de construção civil,
especialmente pequenas reformas, tendo como exemplo as redes Astral Saúde
Ambiental, Casa do Construtor e Portobello Shop.

Comunicação, Informática e Eletrônicos vem em quinto lugar, com receita 7,5%
maior no período pesquisado. O reaquecimento do consumo em datas
comemorativas, como o Natal, e a própria Black Friday, impulsionado pela retomada
das vendas de produtos eletrônicos e a maior procura por serviços de reparos são
fatores que contribuíram para esse crescimento. As redes Arquivar – Gestão de
documentos, Gigatron e Varejonline exemplificam.

Fonte: Mercado & Consumo

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