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Seção bazar ganha espaço nos supermercados

Nos supermercados a seção bazar é aquela em que o cliente encontra tudo o que não está na lista de compras, mas que pode precisar em sua casa. De brinquedos, a papelaria, utilidades domésticas, itens para pequenos reparos, lâmpadas, panelas, entre outros fazem parte de um mix de produtos que está cada vez mais diversificado e ganhando espaço nos supermercados, independente do porte da loja.

Rodrigo Catani, head de eficiência operacional da AGR Consultores, afirma que o bazar é uma seção importante por ser um bom gerador de margem de contribuição, geralmente entre 8 e 12% superior a de alimentos e bebidas. Além disso, ele pode ser um elemento de diferenciação em relação à concorrência. “Como as opções de produtos são muito amplas, é preciso uma boa definição do sortimento e uma boa relação com os fornecedores para evitar rupturas de estoque significativas. Ou seja, é uma seção que exige um cuidado redobrado com a gestão de estoques para ter o desempenho esperado”, diz.

Para Catani, o grande desafio da loja de vizinhança ou proximidade é escolher o mix adequado para a seção bazar e adaptá-lo ao espaço físico que é muito limitado. “Um elemento importante é o correto balanceamento entre itens básicos como descartáveis, pilhas e utensílios domésticos e itens diferenciados como automotivos, presentes, itens para jardinagem, entre muitos outros. Como as opções são muito grandes, é necessário entender o que é mais importante para cada localidade”, diz.

Setor é representativo para o faturamento do varejo

Dados divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) mostraram que, em 2017, o setor supermercadista brasileiro registrou faturamento de R$ 353,2 bilhões, sendo que a participação da seção Bazar no faturamento do setor subiu de 3,8% (2016) para 4,1% (2017). Para o diretor do Super Apolo e presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesar Longo, o bazar é uma seção rentável se for bem trabalhada.

“O grande desafio, neste caso, é o acerto do mix e a relação do espaço ocupado nas gôndolas. Na nossa empresa seção representa de pouco mais de 1%, mas a média estadual, segundo o Ranking Agas, está na casa dos 3%”, conta. Ele ainda ressalta que a seção permite trabalhar a sazonalidade, como é o caso do Dia das Crianças, por exemplo. “Os brinquedos baratos são o carro-chefe de vendas no Dia das Crianças para os supermercados e é fundamental acertar os personagens da moda nos brinquedos, para alavancar as vendas”, diz.

Outro varejista que investe no Bazar é a Rede de Supermercados Covabra. Segundo Fabiana Prata, gerente de compras do setor de bazar da rede, essa seção representa 5,5% do faturamento da empresa e destaca que para ter sucesso, a seção deve estar sempre atualizada com as tendências de mercado, buscando sempre novidades que possam gerar interesse junto ao público. “Além disso é preciso dar atenção à sazonalidade, pois a procura por itens dessa seção é muito influenciada por esse fator. Em época de retorno às aulas, os itens de papelaria têm maior saída, por exemplo. O mesmo acontece com o Dia das Crianças”, comenta.

Fonte: Portal Newtrade

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