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Seis hábitos da geração Z que estão mudando o mercado da beleza

A Geração Z está crescendo e dividindo seu tempo entre dois mundos: o digital,
desafiador e envolvente, e o físico, que passa por importantes transformações, cada
vez mais rápidas. Os nascidos depois de 2000 criaram hábitos de consumo que
refletem sua infância. O trânsito entre o físico e o digital molda a forma com que os
jovens olham para as marcas.

O mundo físico passou a ser visto com o filtro do mundo virtual. Por isso, é perda de
tempo diferenciar um e-commerce de um quiosque em shopping center, por
exemplo. A WGSN, empresa que prevê tendências, organizou um relatório
mostrando seis pontos fundamentais para entender como o comportamento da
Geração Z hoje vai mudar o mercado de beleza no mundo. Confira:

Inclusão radical
A Geração Z valoriza a diversidade em todas as formas. Por estarem conectadas com
pessoas de todo o mundo, os Z ouvem e buscam entender todos os pontos de vista
sobre qualquer assunto. A nova masculinidade faz parte do conceito de inclusão
radical. Liderada por asiáticos, o comportamento está desafiando as percepções
tradicionais sobre masculinidade. A venda de maquiagem para adolescentes
homens cresceu 71% em 2017 na Coreia do Sul, de acordo com a Gmarket, gigante
do e-commerce no país.

O sucesso de marcas como a Fenty Beauty, da cantora Rihanna, mostra que os
jovens também valorizam a diversidade étnica e apoiam as empresas que abraçam a
causa. A empresa de pesquisas Mintel mostrou que 40% das mulheres negras dos
Estados Unidos não usam mais técnicas para alisar seus cabelos.

Consumo com propósito
Uma pesquisa global da Nielsen mostrou que 80% da Geração Z acham que as
empresas devem agir para causar impacto positivo no meio ambiente, 68% dos
jovens norte-americanos fizeram uma compra sustentável em 2018 e 82% dos Zs do
sudeste asiático dizem escolher produtos de empresas que consideram éticas.
A sustentabilidade move esta nova forma de consumir. Uma pesquisa da VIGA em
parceria com a OG&G Strategy Consultants mostrou que 27% da Geração Z prefere
comprar produtos que demoram a ser descartados, e 37% buscam comprar apenas
o que realmente precisam.

A Geração Z também lidera a luta pelo fim da crueldade contra animais. Uma das
ações foi inserir produtos veganos em seu estilo de vida. A Morning Consult mostrou
que para 29% das pessoas entre 18 e 21 anos, a palavra “vegano” faz o produto ficar
mais atraente. Apenas 14% dos Boomers têm a mesma sensação. De acordo com a
Mintel, o lançamento de produtos de beleza veganos cresceu 175% de 2013 a 2018.

Bem-estar digital
Em tempos de ansiedade, instabilidade política e mudanças no meio ambiente, a
Geração Z tenta focar em sua saúde física e mental. Porém, enquanto 94% deles
acreditam que corpo e mente saudáveis são os fatores mais importantes para a
felicidade, de acordo com um estudo da Varkey Foundation, muitos lutam para
atingir isto. A Associação de Psicólogos dos Estados Unidos fez uma pesquisa que
mostrou que 91% dos cidadãos norte-americanos disseram ter sentido pelo menos
um sintoma físico ou emocional causado pelo estresse.

Os Z estão ficando em casa e fazem de seu espaço pessoal uma espécie de
santuário. A pesquisa da Mintel diz que 67% da Geração Z fica em casa e evita
atividades que fazem mal à saúde, como ingerir bebidas alcoólicas e fumar. A
indústria de produtos para cuidados pessoais em casa está avaliada em US$ 400
bilhões.

Conhecimento é poder
A Geração Z pesquisa tudo sobre um cosmético antes de compra-lo usando fontes
como a Beautypedia, que já fez reviews de 45 mil produtos, e um fórum do Reddit
chamado “SkincareAddiction” (“vício por cuidados com a pele”, em tradução livre),
que tem 875 mil membros. No Instagram, marcas que são consideradas antiéticas
são “desmascaradas” pelos jovens, que ainda cobram uma posição de
influenciadores que trabalham com essas empresas. Seis em cada dez pessoas da
Geração Z pesquisam sobre um cosmético antes de comprá-lo.

Da conveniência do digital à experiência do físico
Os aplicativos de compartilhamento de fotos como Instagram e Tencent e Weibo,
populares na China, são as plataformas sociais mais usadas entre adolescentes. Nos
Estados Unidos, 81% das pessoas entre 18 e 24 anos de idade usam o Instagram
diariamente, 76% dizem descobrir produtos e tendências usando a plataforma, de
acordo com o Pew Research Center.

As redes sociais são responsáveis pelo aumento de 111% tráfego nos sites de
varejistas em 2018 na comparação com o ano anterior. Por isso, os varejistas estão
investindo mais na plataforma, gastando 177% a mais nas redes sociais na
comparação anual do segundo trimestre de 2018, 39% das marcas ainda planejam
aumentar o investimento em influenciadores digitais neste ano.

A Internet da beleza
De acordo com o relatório da WGSN, as realidades virtual e aumentada mudarão a
forma como a Geração Z compra nos próximos anos. Nesse contexto, as marcas
estão investindo em anúncios usando as duas tecnologias. No Snapchat, uma
funcionalidade chamada “Lens Studio” (estúdio de filtros) permite que os usuários
criem seus próprios filtros com realidade aumentada. Enquanto isso, outra
ferramenta da rede social permite que anunciantes vendam seus produtos usando
os filtros da plataforma. Em julho do ano passado, o Facebook começou a testar
uma funcionalidade parecida em seus feed de notícias.

As marcas estão descobrindo a popularidade de estrelas fictícias nas redes sociais
que promovem seus produtos. A primeira supermodelo digital, Shudu, e a
personagem Lil Miquela acumulam 1,6 milhões de seguidores no Instagram e
diminuem o limite entre fantasia e realidade.

Na Ásia o Zepeto, aplicativo que cria avatares 3D, tem mais de 1 milhão de usuários
adolescentes criando personagens e ambientes. De acordo com a Mintel, 70% dos
Millenials chineses se interessam em usar a realidade virtual para fazer amigos
virtuais e 58% dizem que experimentar produtos digital os fazem feliz.

Fonte: Consumidor Moderno

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