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Seis tendências de consumo para o futuro do setor de sorvetes

O sorvete está mais presente do que nunca na dieta dos brasileiros.  Dados da
Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que o número de franquias do
setor aumentou quase 5% de janeiro a setembro de 2018 em comparação ao
mesmo período de 2017, enquanto o faturamento cresceu 28% nessa época.
E, para comemorar seus 70 anos de mercado, a Selecta Sorvetes, marca do grupo
Duas Rodas voltada às indústrias do segmento, preparou o e-book O futuro do
sorvete, que aprofunda tendências e faz um exercício de futurologia.

O material tem a proposta de traçar um panorama do segmento de sorvetes para os
próximos anos, considerando contextos como a transformação do comportamento
do consumidor combinada aos avanços da ciência e tecnologia. “Segundo os
profissionais, a sobrevivência do sorvete está ligada à capacidade de atender às
expectativas das gerações de consumidores dos próximos anos. Dentro desse
contexto, o gelado comestível faz sucesso por unir indulgência e versatilidade.

Alguns, por exemplo, são ótimas opções de snacks com sabor e fontes de
nutrientes”, explica Marco Paulo Henriques, gerente de marketing da Duas Rodas.
A partir de informações mapeadas em pesquisas e das análises dos especialistas,
foram identificadas seis macrotendências que devem nortear os passos da indústria
nos próximos anos e de que maneira elas irão refletir na produção de gelados
comestíveis. Confira abaixo:

1) Bem na foto
As redes sociais já influenciam a maneira como as empresas apresentam os
alimentos. Tal tendência mostra que os consumidores do futuro irão valorizar cada
vez mais a aparência do sorvete. A futuróloga Camila Ghattas reforça ainda mais que
o alimento pode ter destaque no cheiro e no visual, além do equilíbrio entre o
natural e a manutenção de sabor, das texturas e de outras sensações. “Essa onda do
food porn – imagens de alimentos altamente deliciosos e chamativos – vai continuar
e pode-se inventar muito ainda”, explica.

2) Uma infinidade de sensações
Segundo relatório divulgado pela Mintel (Tendências Globais em Alimentos e
Bebidas 2018), uma das tendências é a adição de mais estímulos sensoriais como
forma de atrair e envolver os sentidos dos consumidores, que muitas vezes optam
por experiências virtuais. A produção de texturas a partir de polpas de frutas e
vegetais, sensações de formigamento da língua gerada por determinadas pimentas
ou até mesmo experimentos com ingredientes como a kombucha são algumas das
possibilidades mencionadas no estudo. Portanto, o desafio é descobrir maneiras
cada vez mais atrativas em termos de sabor e indulgência. “Não existem mais limites
para os métodos de produção e podemos aproveitar a tecnologia para expandir as
soluções que entregamos ao mercado”, analisa Fernando de Jesus, gerente de
Inovação da Duas Rodas.

3) Para comer sem culpa
Do ponto de vista nutricional, o sorvete pode ser considerado parte de uma dieta
balanceada por conter nutrientes importantes para a saúde. Para se deliciar sem se
preocupar com a balança, uma das soluções oferecidas pela indústria são as porções
individuais, que limitam o consumo. Dessa forma, a ingestão de calorias é menor e
garante praticidade àqueles que precisam fazer um lanche rápido e nutritivo. “O
sabor e a indulgência são os principais motivadores de consumo de sorvetes. Sendo
assim, existe a necessidade de trazer saudabilidade, mas sem comprometer o gosto
dos produtos”, acrescenta Ana Paula Gilsogamo, especialista em Alimentos e
Bebidas da Mintel.

4) Supersorvete
Para conquistar os consumidores que preferem alimentos saudáveis, a tendência é
adicionar às receitas componentes funcionais e que oferecem benefícios à saúde.
Itens à base de vegetais, como a batata-doce, passam a ser mais frequentes nos
rótulos de sorvetes. Segundo a futuróloga Camila, essa pluralidade de ingredientes
será possível com a tecnologia. “No futuro, nós comeremos coisas pensadas para
cada um de nós”, analisa. Essa customização dos alimentos já é uma realidade e, nos
próximos anos, pode se intensificar. A pesquisa da Mintel destaca que, entre grupos
de idade avançada, por exemplo, receitas com menor teor de açúcar e baixas
calorias são as preferidas na hora de escolher um sorvete.

5) Sem desperdício
O sorvete do futuro poderá contar com a funcionalidade de determinados
elementos e, ao ampliar a gama de matérias-primas, estará alinhado também com
os conceitos de sustentabilidade. “Muitos consumidores estão se conscientizando
sobre o que consomem. Os fabricantes de sorvetes estão à procura de ingredientes
sustentáveis, como os veganos e plant-based, alternativas para reduzir o desperdício
e formas sustentáveis de produção sem usar muita energia na fabricação e no
armazenamento”, completa Kantha Shelke, especialista em alimentos, professora da
Johns Hopkins University, nos Estados Unido. E o mesmo vale para as embalagens.

6) Naturalidade à brasileira
No Brasil, a grande variedade frutífera permite combinações interessantes que
podem ser aproveitadas pelo setor de sorvetes. O desafio é criar receitas que
conquistem o paladar do consumidor e mantenham as propriedades nutricionais
dos ingredientes. Para driblar o tempo e questões logísticas, a saída seria uma
tecnologia de processamento que congela a fruta instantaneamente. Ana Paula
Gilsogamo aponta também o crescente interesse de brasileiros por opções mais
naturais e a importância de acompanhar de perto essa tendência. “Isso permitiria a
entrada de creme de frutas como alternativa aos gelados comestíveis e até opções
de sorvetes orgânicos”, observa a profissional da Mintel.

Fonte: Newtrade

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