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Semana do Brasil: e-commerce tem faturamento 25% superior ao de 2019

O e-commerce brasileiro faturou R$ 2,3 bilhões durante a Semana do Brasil, crescimento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2019, porém, a alta havia sido de 41% em relação ao ano anterior, segundo levantamento da Ebit|Nielsen.

No primeiro semestre de 2020, o setor já faturou 47% a mais do que no mesmo espaço de tempo 12 meses antes – o que mostra que a semana de promoções não teve tanto apelo neste ano. Para o diretor de varejo da Nielsen, Roberto Butragueño, o fato do e-commerce brasileiro já vir atuando de maneira mais intensa no decorrer deste ano adiantou algumas compras e deixou a data de promoções menos atrativa. “Mesmo sem um desempenho tão expressivo como no ano anterior, a alta de faturamento é positiva”, disse o diretor ao Broadcast Estadão.

Ele pontua ainda que a grande quantidade de datas comerciais no Brasil pode ter um efeito inverso ao aquecimento de compras. “O consumidor nem sempre vai conseguir comprar em todas elas”, diz. Ainda assim, a expectativa para a Black Friday, em novembro, é grande. “Nos últimos 6 meses tivemos mais de 7 milhões de novos consumidores online. E a expectativa de compras para a Black Friday cresceu. No online, deve ser um número recorde”, afirma Butragueño.

E-commerce por regiões

A região com maior crescimento no faturamento durante a Semana do Brasil foi o Nordeste, com alta de 82%. A região respondeu por 20% do volume, mesmo peso da região Sul. O Sudeste, porém, que registrou alta de 12%, ainda é a região brasileira de maior peso no setor, responsável por 50% do volume.

O levantamento da Ebit|Nielsen apontou ainda que 57% das vendas foram realizadas por meio de telefones celulares ou tablets. A Semana do Brasil ocorreu entre 3 e 13 de setembro, mas como no ano passado foram 10 dias corridos, a Ebit|Nielsen usou os resultados de 4 a 13 para ter a comparação com período harmonizado.

Para a Nielsen, a greve dos Correios não influenciou a alta de faturamento menos acelerada neste ano. Mas nesse período, o Mercado Livre, que não aderiu à semana de descontos, percebeu o cliente mais pensativo na hora de comprar. “A greve dos correios tira um pouco da oportunidade”, afirmou o diretor de operações do mercado envios no Brasil, Luiz Vergueiro. Ele explicou que, mesmo que a greve não tenha afetado significativamente as entregas da companhia, o consumidor fica com um receio a mais de realizar compras pela internet no período.

 

Fonte: E-Commerce Brasil

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