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Sete questões sobre fraudes durante a Black Friday

Apesar de totalmente atípica, a Black Friday 2020 deve ser uma das melhores na história para as vendas online. Impulsionadas pela pandemia do coronavírus, todas as datas comemorativas registraram aumentos no e-commerce, neste ano, em relação aos anos anteriores. De acordo com pesquisa da Ebit, o Dia dos Namorados registrou aumento de 91%, seguido pelo Dia das Mães (66%) e pela Páscoa (61%). Em novembro, na Black Friday, o movimento se consolidará e marcará de vez a importância da presença digital para os empreendedores.

No entanto, com o crescimento de das vendas na internet, também surge a explosão de fraudes. Já é sabido que dar segurança ao consumidor em suas compras passou a ser elemento central no comércio digital. Pensando nisso, a Varejo S.A fez sete perguntas para Renato Galletti, Gerente de Marketing e Inside Sales da Yapay, sobre as medidas de segurança para evitar fraudes nos meios de pagamento. Confira!

1 – É verdadeira a afirmação de há crescimento de fraudes durante a Black Friday?
Primeiramente é importante lembrarmos que a tentativa de fraude é algo constante no comércio eletrônico, visto que existem datas sazonais onde o volume de pedidos é maior, isso se torna oportunidade para Fraudadores. É importante dizer que o número de tentativas de fraude teve uma queda ao longo dos anos, porém, comparado a Black Friday com os demais dias do ano e datas sazonais, existe um crescimento natural no número de tentativas de fraude, pois a quantidade de pedidos e o número de lojistas crescem. Mas a segurança oferecida pelas empresas é aprimorada cada vez mais, e isso impede que as tentativas se concretizem em fraudes. Para se ter uma ideia, de 2018 para 2019, foi constatada uma queda de aproximadamente 20% nas tentativas de fraudes realizadas na data.

2 – Quais as fraudes mais comuns?
Hoje no e-commerce a fraude mais comum é a fraude deliberada com cartões de crédito, onde fraudadores utilizam cartões de terceiros para aplicação de golpes em lojas virtuais. O mesmo pode acontecer quando o golpista utiliza os dados de uma terceira pessoa para efetuar a compra, informando um endereço de entrega diferente. Mas por meio da análise, esse tipo de tentativa e inconsistência nos dados são percebidos previamente, evitando transtornos para o lojista.

3 – Quais os erros mais comuns dos varejistas que chegou agora no e-commerce?
O erro mais cometido pelos lojistas que estão entrando no e-commerce é se preocupar apenas com taxas do meio de pagamento, e não com o leque de recursos que ele oferece. Existem pontos como análise de risco, checkout transparente, cobertura de chargeback, que devem possuir mais peso na hora de olhar para um meio de pagamento. É claro que para quem está começando o valor da taxa é importante. Mas por outro lado, tentativas de fraude acontecem a cada 5 segundos. O Brasil ocupa a segunda posição no ranking de países com maior número de tentativas de fraude.

4 – Como o varejista pode se proteger?
A forma mais assertiva para um lojista se proteger contra fraudes é tendo uma plataforma de pagamentos que ofereça a análise de risco inclusa e que cubra eventuais chargebacks, que é quando o dono do cartão realiza o estorno direto na adquirente. Pois assim, todas as transações serão analisadas, seja de forma automática, por meio de ferramentas de análise, ou mesmo por análise manual, caso haja inconsistência de dados. Com uma plataforma com análise de risco, essa ferramenta assume os riscos das transações isentando o lojista de qualquer prejuízo, depois da comprovação da entrega do produto ou serviço.

5 – Falta pouco para a Black Friday. Que providências podem ser tomadas nesse tempo?
Nesse pouco tempo que tem para a Black Friday, é preciso que o varejista abra os processos da empresa e visualize-os individualmente, como produto, logística, preço, atendimento, campanhas e formas de Pagamento. Por se tratar de uma data sazonal, o número de visitantes e consequentemente compradores aumenta exponencialmente. Então é imprescindível que ele tenha um bom planejamento para todos os processos. E se tratando de meio de pagamentos, planejar as formas de pagamento que ele oferecerá ao cliente, contratar uma plataforma que tenha análise de risco, pois aumentando o número de transações consequentemente o mercado se torna mais visado por fraudadores.

6 – É caro tomar medidas de proteção?
Não. Utilizar um meio de pagamento é mais barato do que contratar plataformas externas diferentes. Por exemplo, você pode contratar uma ou mais adquirentes para receber via cartão, ou mais de um banco para transferências e boleto, mais uma plataforma e um time de análise de risco. Num caso assim, cada um precisará de um contrato e terá um custo ou taxa isolada ao varejista. Já em um Intermediador de pagamentos, ele tem o contrato único e apenas a cobrança da taxa de retenção pelas vendas. E todas as adquirentes, bancos, bandeiras, e formas de pagamento já estarão disponíveis para ele vender. Além de mais barato é menos burocrático.

7 – Processo de segurança X atendimento do cliente. Essa relação não é conflitante? O primeiro não interfere no segundo?
O atendimento ao cliente é um aliado fundamental durante o processo de análise de risco. Principalmente porque o cliente precisa entender como funciona ou quais fatores impactam na análise. Ambos os atendimentos, tanto do meio de pagamento, quanto da loja virtual, precisam estar alinhados e bem informados sobre os processos para atender o consumidor final. Lembrando que o consumidor final também contata o meio de pagamento e vice-versa, quando é preciso conferir alguma inconsistência em transações. Muitas vezes, até uma inconsistência no endereço de entrega da compra já é suficiente para caracterizar uma tentativa de fraude, que é muito comum no e-commerce, mesmo quando é apenas um erro de digitação do cliente. Então a análise faz o contato se identificando e respeitando todos os critérios da Lei Geral de Proteção de Dados para confirmar a idoneidade da transação. Além disso, do ponto de vista do cliente com o consumidor final, um bom atendimento pode prevenir um chargeback, que muitas vezes pode ser causado por um desacordo com a loja, ou um mau atendimento. Por isso, não são conflitantes e sim complementares em todos os sentidos.

 

Fonte: Varejo S.A.

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