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Vendas de Natal devem girar R$ 39 bi; valor médio do presente será de R$ 109

O cenário de desemprego e de insegurança econômica trazida pela pandemia da Covid-19 deverão impactar nas compras de Natal deste ano. É o que mostra uma pesquisa feita em todas as capitais brasileiras pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pela Offer Wise Pesquisas.

De acordo com o levantamento, 54% dos consumidores devem presentear alguém no Natal deste ano. O número representa uma queda de 22 pontos percentuais em relação ao último ano, em que a intenção de compra era de 77%.

Estima-se que 86 milhões de pessoas devam ir às compras, movimentando cerca de R$ 38,8 bilhões no setor de comércio e serviços. A cifra representa uma redução significativa frente à sondagem do último ano, quando a estimativa era de que fossem movimentados aproximadamente R$ 60 bilhões.

Expectativa de retomada

Entre aqueles que não pretendem presentear este ano, a principal justificativa é o fato de estarem desempregados (resposta de 24% dos entrevistados) e não terem dinheiro (22%). De acordo com a pesquisa, 23% dos consumidores ainda não decidiram se vão adquirir presentes e 22% declararam não terem a intenção de presentear terceiros.

Na avaliação do presidente da CNDL, José César da Costa, a pesquisa demonstra que, diante de um cenário de grandes dificuldades e desafios para os brasileiros, a população está insegura em relação aos próximos meses, principalmente com o fim do auxílio emergencial.

“O clima de insegurança diante da pandemia ainda é uma realidade mundial. A alta do desemprego e o fim do auxílio emergencial nos próximos meses contribuem para esse cenário. Ainda assim, a data continua sendo a principal época de compras dos brasileiros e trará uma importante movimentação para o setor, que conta com as vendas do Natal para a retomada econômica”, afirma Costa.

Roupas, brinquedos e cosméticos

De acordo com o levantamento, os mais lembrados na hora de presentear serão os filhos (resposta de 59% das pessoas que pretendem dar presentes). Em seguida, aparecem o cônjuge (45%) e as mães (45%).  Entre os entrevistados, 25% pretendem comprar até dois presentes, e 33% entre três e quatro presentes. Em média, os entrevistados devem comprar 3,6 itens.

Os produtos mais buscados por quem vai presentear são roupas (resposta de 57%), brinquedos em geral (38%), perfumes e outros cosméticos (31%), e calçados (31%). O ticket médio – ou seja, o valor a ser investido pelo consumidor em cada presente – será de R$ 108,78.

O local preferido para realizar as compras de Natal será a internet/lojas online (47%). Em seguida, aparecem as lojas de departamento (40%), o shopping center (34%) e as lojas de rua (26%).

“A pandemia levou os consumidores a explorarem novas formas de compra. Isso reforça a necessidade dos lojistas buscarem recursos de aproximação com os consumidores para atendê-los de forma virtual. Mesmo o pequeno varejista, que não possui um site de e-commerce, pode utilizar o WhatsApp e as redes sociais para impulsionar suas vendas”, afirma o presidente da CNDL.

Principais canais de compra

De acordo com os entrevistados que farão compras online, os canais da internet preferidos são os sites (78%), principalmente os de lojas varejistas nacionais (75%), os de compra e venda de produtos novos ou usados (42%) e os internacionais (31%). Além dos sites, os entrevistados citaram os aplicativos (63%), Instagram (19%), Whatsapp (18%) e Facebook (14%).

Quando se trata da forma de pagamento, oito em cada dez consumidores que dizem que farão compras neste Natal pretendem pagar à vista (85%), sobretudo em dinheiro (57%) e no cartão de débito (36%). Por outro lado, 44% querem usar o crédito para pagar as compras, principalmente o cartão de crédito parcelado (37%), o cartão de crédito em parcela única (25%) e o cartão da própria loja parcelado (10%).

Para 65% dos consumidores preço dos presentes estão mais caros este ano, e 84% pretendem pesquisar preços
Em meio à pandemia, mesmo aqueles que pretendem comprar presentes parecem estar cautelosos com os gastos. Quando se trata dos entrevistados que compraram no ano passado, 45% dizem que vão gastar menos em 2020, enquanto 26% intencionam gastar a mesma quantia, e 20% vão gastar mais.

Economia e orçamento apertado

Os principais motivos para reduzir os gastos com presentes são o fato de querer economizar (37%), estar com o orçamento apertado (33%) e as incertezas com relação à economia para o próximo ano (25%). Já entre aqueles que vão gastar mais este ano, 32% afirmam que darão presentes melhores, 26% que utilizarão o 13º salário para fazer compras, 24% que economizaram ao longo do ano e 23% que os preços aumentaram.

Diante de uma situação de incertezas e dificuldades financeiras, a pesquisa de preços se torna grande aliada do consumidor: 84% pretendem pesquisar preços antes de comprar seus presentes. As ferramentas virtuais serão usadas por 80% dos entrevistados na hora de pesquisar preços (80%). Por outro lado, 69% também mencionam os meios físicos de pesquisa de preços, sobretudo as lojas de shopping (43%), lojas de rua (38%) e os supermercados (20%).

De acordo com a pesquisa, os fatores que mais influenciam na escolha do local de compra são o preço (53%), as ofertas e promoções (39%), o valor do frete (24%), a diversidade de produtos (22%) e o atendimento (22%). Já na hora de escolher o presente, os entrevistados vão levar em conta a qualidade do produto (24%), o perfil do presenteado (18%) e as promoções e descontos (18%).

Para o presidente da CNDL, ainda dá tempo do varejista se preparar para as vendas de Natal. “Sabemos o quanto é importante para o consumidor ter uma boa experiência de compra, por isso o lojista deve estar atento e se preparar oferecendo comodidade, promoções, frete grátis e um bom atendimento ao cliente, tanto nas vendas presenciais, quanto pela internet. O Natal é a principal data comemorativa do ano e o setor deve aproveitar esse momento”, destaca Costa.

 

Fonte: Mercado & Consumo

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