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Vendas em supermercados acumulam alta de 1,9% e redes esperam Natal forte

As vendas reais do autosserviço acumulam alta de 1,90%, de janeiro a outubro, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No mês de outubro, as vendas do setor apresentaram alta real de 0,45% na comparação com o mês de setembro, e crescimento de 1,58% em relação ao mesmo mês de 2017.

Para o presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto, nos últimos meses, o consumidor se manteve mais cauteloso em relação aos gastos, principalmente pelas incertezas do cenário econômico e político que as eleições geraram. “Após esse período, já percebemos que a confiança está voltando gradativamente, tanto para os empresários, como vimos na pesquisa ABRAS/GfK abaixo, quanto para os consumidores”, comentou ele, em nota.

Sanzovo destaca ainda que dezembro será um mês significativo para os supermercados com a chegada de renda extra da população aliada à aproximação das festas de Natal e Ano Novo.

“Nos próximos dias, mais de 84 milhões de brasileiros receberão o pagamento do 13º salário, que deverá injetar cerca de R$ 211 bilhões na economia, segundo estimativa do Dieese. Estamos otimistas e acreditamos que o rendimento adicional auxiliará em bons resultados para o nosso setor”.

Para preparar as gôndolas, varejistas de todos os portes já começaram a vender itens natalinos, como Panetone, e anunciaram previsão de incremento de até 20% nas vendas durante o período.

 

Preços

 

No mês de outubro, o preço da cesta de produtos Abrasmercado, pesquisada pela GfK e analisada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da ABRAS, registrou alta de 0,78%, passando de R$ 460,29 para R$ 463,88.

Os produtos com as maiores quedas nos preços em outubro foram: leite longa vida, ovo, massa sêmola espaguete, e café torrado e moído. As maiores altas foram registradas nos itens: tomate, batata, cebola e arroz.

Na análise por região, o Norte foi o único a apresentar queda nos preços da cesta (-2,2%), chegando a R$ 506,76, aponta a entidade. A maior variação foi registrada na Região Sul (uma alta de 1,74%).

 

Fonte: Portal DCI

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