Semana Lojista

CDL Chapecó: nova edição do “Almoço Empresarial do Varejo”

Participaram do encontro lojistas e empresários do comércio

“Lutar contra a corrupção é lutar a favor da democracia”, afirmou o jurista e ex-desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo Wálter Fanganiello Maierovitch durante o “Almoço Empresarial do Varejo”, promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Chapecó na quinta-feira, 17 de agosto. Estiveram reunidos empresários, lojistas e autoridades municipais para debater sobre os principais assuntos políticos da atualidade.

Com base em dados divulgados pelo Banco Mundial, Maierovitch destacou que sem corrupção, as receitas dos países cresceriam de 2% a 4% e elencou uma série de problemas decorrentes da desmoralização política. “É um crime gravíssimo que nos priva de legitimação. Compromete o desenvolvimento sustentável, causa danos à economia, afeta a competitividade e mata a igualdade”.
Salientou que é preciso ficar atento ao fenômeno da corrupção e que sem uma reforma política adequada o País vai contra uma das regras básicas da democracia: o comando do povo.

Criticou o projeto de criação do Fundo Partidário e a estrutura do poder judiciário brasileiro. Analisou o sistema de freios e contrapesos do regime democrático lembrando que o cidadão/eleitor tem o direito de retirar os representantes eleitos quando esses não cumprem com os compromissos assumidos junto à sociedade civil.

Maierovitch também citou escândalos políticos que assolam o Brasil nos últimos anos e lembrou a Operação Lava-Jato, em andamento no Brasil desde 2014, como um dos conjuntos de investigações efetuadas pela Polícia Federal brasileira que já foram cumpridos mais de mil mandados de busca e apreensão, prisões temporárias e preventivas e conduções coercitivas.

Com semelhança a Operação Lava-Jato, o jurista citou a Operação Mãos Limpas, uma investigação judicial de grande envergadura que teve início em Milão, na Itália, para esclarecer casos de corrupção durante a década de 1990. A operação levou ao fim a Primeira República Italiana e ocasionou profundas mudanças no quadro partidário com o desaparecimento de partidos políticos.

O presidente da CDL Chapecó, Clóvis Afonso Spohr, ressaltou que há três anos o comércio sente os reflexos direta ou indiretamente das crises políticas e econômicas que pairam sobre o país. “Precisamos debater sobre essas questões. Não podemos nos calar e permitir que os escândalos de corrupção continuem assombrando a economia”, finalizou.

Jurista recebe placa de agradecimento do presidente da entidade

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