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Para debater lockdown, FCDL/SC participa de reunião com Ministério Público

o presidente da FCDL/SC se manifestou contra o fechamento do comércio e apresentou alternativas viáveis que podem frear a transmissão do coronavírus, sem a necessidade de decretar suspensão total das atividades

O colapso do sistema de saúde em Santa Catarina tem gerado discussões a respeito de ações que possam ser tomadas para controlar a propagação do coronavírus e diminuir a lotação dos hospitais públicos e privados. Para debater esse assunto, o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL/SC), Ivan Roberto Tauffer, participou, no dia 4 de março, de uma videoconferência com o procurador-geral de Justiça, Fernando Comin, que conversou com representantes das entidades empresariais após a recomendação de lockdown feita pelos órgãos de controle.

Durante a reunião, o presidente da FCDL/SC se manifestou contra o fechamento do comércio e apresentou alternativas viáveis que podem frear a transmissão do coronavírus, sem a necessidade de decretar suspensão total das atividades consideradas não essenciais. “Já foi feito lockdown e não resolveu, pois a maior parte das contaminações ocorre em casa e entre amigos. Precisamos de fiscalização rigorosa em relação à parte da população que não obedece às normas sanitárias e coloca todos em risco. Precisamos de atitudes sérias para conter essa situação e precisamos respeitar os que trabalham e lutam para sobreviver”, afirmou Tauffer.

O chefe do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) reconheceu os esforços dos empresários, referentes aos protocolos e cuidados que foram tomados pelo setor produtivo ao longo da pandemia, mas que foi registrado desrespeito às regras por parte de quem aglomerou em baladas e festas clandestinas, o que levou ao descontrole da doença. “O lockdown tem que ser o botão vermelho, a última opção, mas a continuar neste ritmo da doença não estou enxergando alternativas”, admitiu o procurador.

Fernando Comin relatou que o número de catarinenses à espera de um leito de UTI, na última semana, subiu de 30 para 280, e alertou que tamanha demanda afeta não apenas o atendimento dos pacientes com Covid-19, mas todos os atendimentos de emergência. O procurador também confirmou que a prova do colapso no sistema de saúde do Estado é o envio de pacientes para o Espírito Santo. “Temos que ter solidariedade e humanidade para buscar uma solução que contemple as preocupações do setor produtivo, que são justas, mas que reduza o tormento dessas pessoas que estão na fila por uma vaga de UTI, e que possamos salvar vidas”, apelou.

O encontro terminou com um pedido de apoio do Ministério Público às entidades, para que apoiem o Estado na ampliação da capacidade de atendimento na rede privada, com a transformação de leitos clínicos dos hospitais particulares em vagas de UTI para pacientes com Covid-19. Além do MPSC e FCDL/SC, o encontro virtual reuniu as entidades Fiesc, Facisc, Fecomércio, Fampesc, Faesc, Fetrancesc e Ocesc.

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