
A proximidade da volta às aulas leva muitas famílias a organizar o início do ano letivo com antecedência. Nesse período, a atenção se volta às listas escolares e à escolha dos materiais solicitados pelas instituições de ensino, o que direciona os consumidores às papelarias do município.
No bairro São Francisco, a proprietária da Lika Variedades, Zelli Alberton, destaca a praticidade do atendimento para a finalização das vendas. “As famílias mandam a lista pelo WhatsApp, e nós fazemos o orçamento, separamos tudo e deixamos pronto para retirada”, explica. Segundo ela, a compra do material escolar costuma reunir pais e filhos. “Na maioria das vezes vem a família inteira para completar a lista”, afirma.
Em diferentes pontos da cidade, o comportamento de compra apresenta características semelhantes, com atenção às listas e à escolha dos materiais. No bairro Rio Maina, a proprietária da loja Pá de Coisas, Larissa Maciel, observa que as escolhas seguem tendências ligadas ao universo infantil e juvenil. “Os personagens aparecem bastante, como Stitch e as capivaras, além de materiais com temas de jogos e k-pop”, comenta.
Além das compras voltadas ao ensino básico, o comércio também se prepara para atender estudantes que iniciam a vida acadêmica. Maria Aparecida, gerente da Livraria Fátima, onde atua há 43 anos, explica que a procura por materiais de faculdade costuma ocorrer após o começo das aulas. “Os universitários compram depois, quando os professores indicam o que será necessário. Nesse momento, saem itens como cadernos, post-its, lapiseiras e até papéis específicos”, relata.
Ela também comenta sobre a antecipação das compras por parte das famílias. “Quem compra antes consegue escolher com mais calma, encontra mais opções de personagens e um mix maior de produtos”, completa.
Dados do Observatório Econômico da CDL de Criciúma indicam que o setor de papelarias no município é composto majoritariamente por pequenos negócios. Do total de empresas ativas, 61 são microempresas (95,3%) e três são empresas de pequeno porte (4,7%), número que destaca o setor no comércio da cidade.
Por Débora Pavanate