As CDLS na frente​

25/04/2018|

16:00

CDL Itajaí pede fiscalização em vias do centro

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Itajaí vêm demonstrando em 2018 o descontentamento e apresentando ao poder público inúmeras reclamações dos empresários sobre a atuação dos vendedores ambulantes da rua Hercílio Luz, uma das principais áreas de comércio de Itajaí.

De acordo com o presidente da CDL, Laerson Batista da Costa, a presença dos vendedores que utilizam a rua como expositor dos produtos interfere nas vendas das lojas, atrapalha a circulação de pessoas e compromete a estética de uma das ruas mais tradicionais da cidade.

“É bom lembrar ainda, que os produtos comercializados ali são na sua maioria falsificados e sem procedência. Isso gera uma concorrência desleal, afeta o comerciante, que paga as taxas, alvarás, impostos e que compra os produtos de forma correta. Como entidade representativa do comércio da nossa cidade, a CDL pede uma intervenção por meio do poder executivo, na tentativa de resolver a situação. Hoje, o empresário tem uma despesa alta com funcionários, impostos, taxas de manutenção do comércio e qualquer outra interferência externa compromete sim a saúde econômica das empresas, então é preciso agir”, destacou Laerson.

Uma das formas de ação proposta pela CDL, em parceria com outras entidades representativas do comércio, é a criação de um grupo para atuar na fiscalização e coibir este tipo de prática no município. A proposta da Câmara de Dirigentes Lojistas é reunir a Secretaria de Urbanismo de Itajaí, Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Militar e Polícia Civil em um trabalho contínuo e de repressão contra este tipo de crime.

A criação deste grupo foi apresentada ao prefeito, Volnei Morastoni, durante uma reunião que contou ainda com a participação do secretário de urbanismo de Itajaí, Rodrigo Lamim. O secretário lembrou que, em 2017, a secretaria promoveu algumas fiscalizações e apreensões de produtos e destacou a falta de fiscais no município para os trabalhos de rotina. Segundo Rodrigo, uma saída será a utilização da Guarda Patrimonial, uma medida paliativa, pois os guardas não têm o mesmo poder dos fiscais.

O vereador Robison Coelho acompanha a reivindicação dos comerciantes e lembra da concorrência desleal. “A saída pode ser esta articulação com órgãos de fiscalização. Sabemos que hoje o município só tem quatro fiscais. A prefeitura deve realizar um concurso para a contratação de novos profissionais, mas é importante adotar medidas paliativas. Neste caso, com a utilização dos guardas patrimoniais, a gente espera que funcione, até que aconteça o trabalho deste grupo que foi proposto na reunião”, finalizou Robison.

Uma reunião com representantes destes grupos de fiscalização deve ser marcada nos próximos dias e será organizada pela Secretaria de Urbanismo a pedido do prefeito.

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