Semana Lojista

As Lições da Greve

Na história do Brasil não há registros de uma democracia plena e segura, mantida por anos consecutivos. Estamos aprendendo a conviver democraticamente e isso, definitivamente, é muito difícil. E somos uma nação de muitas demandas sociais e econômicas, sobretudo. A paralisação dos caminhoneiros expôs tanto as dificuldades de exercermos a democracia, quanto mostrou que temos reivindicações represadas, que estrangulam o setor produtivo e a população em geral. Quem conhece ou convive com caminhoneiros ou com empresários do setor de transporte tem ciência dos dramáticos problemas do setor: o alto custo do óleo diesel e dos insumos; assaltos frequentes nas estradas e rodovias em frangalhos. E o varejo paga alto pelo frete, cuja conta acaba no bolso do consumidor. O peso dos tributos no óleo diesel estampa a urgência da reforma tributária. E a excessiva concentração do transporte de cargas pelo modal rodoviário denuncia a secular falta de investimentos nas ferrovias e na navegação de cabotagem. Portanto, as reivindicações dos caminhoneiros são legítimas e justas. Mas o Estado Democrático de Direito impõe limites aos meios de se obter avanços, sejam eles quais forem. Faltou essa lucidez ao movimento dos caminhoneiros, que provocaram danos gravíssimos à sociedade – e grande parte deles exigirá muito tempo para serem compensados. Em nível nacional, os prejuízos podem chegar a R$ 75 bilhões. Além de inúmeros casos de violência relatados e documentados pela mídia, inclusive em Santa Catarina. O movimento foi infiltrado por oportunistas e radicais, com interesses alheios aos originais. Houve o tempo de apoiar e o tempo de recuar no apoio e a falta desta visão provocou um desgaste no movimento lojista. A Federação não poderia impor uma posição às CDLs, considerando a autonomia política, prevista em nosso Estatuto. Orientamos as entidades e, quando houve um apelo do Governador, dos presidentes do TJ e da ALESC – solicitamos às nossas entidades que não deixassem que o bem-intencionado apoio inicial fosse apropriado por interesses alheios ao movimento. O movimento lojista prosseguirá lutando pela reforma tributária, por investimentos na infraestrutura e pela segurança pública, nos limites do ‘Império da Lei’. São lições definitivas deste período conturbado que acabamos de viver.

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