Semana Lojista

Pesquisa da CDL Guabiruba aponta queda na inadimplência

Dados mostram que no primeiro trimestre de 2019 a inadimplência da população economicamente ativa caiu 7%

Manter as contas em dia é um desafio para grande parcela da população, seja na administração doméstica ou na gestão de uma empresa. Mas um levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Guabiruba aponta que o número de endividados caiu 7% no primeiro trimestre de 2019, em comparação ao mesmo período dos dois anos anteriores.

São considerados economicamente ativos, no município, aproximadamente 15 mil pessoas. Em 2017, o percentual desse público que estava inadimplente no primeiro trimestre correspondia a 12,22%. No ano seguinte, o número caiu para 11,66% e voltou a cair em 2019 para 10,90%.

Esse percentual representa 1.589 pessoas. Juntas, elas contabilizam uma dívida de mais de R$ 1,5 milhão registrada no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

“Percebemos que o cidadão guabirubense preocupa-se em honrar os compromissos financeiros assumidos. Esperamos que os índices de inadimplência continuem a cair nos próximos meses”, avalia o presidente da CDL Guabiruba, Giovani Ricardo Piaz.

Se por um lado os números são positivos, por outro indicam uma retração da economia. É o que aponta o economista Wagner Dantas. “Observamos que houve uma queda na concessão de crédito. Ou seja, a inadimplência diminuiu porque as pessoas estão receosas em relação ao futuro. Estão liquidando e diminuindo a massa de crédito. Para assumirem mais riscos aguardam sinais mais claros do atual governo federal. Isso quer dizer que a inadimplência não caiu por motivos bons, e, sim, por estagnação econômica. Isso aconteceu em todas as regiões”, analisou.

Faixa etária

O levantamento da CDL aponta também que a faixa etária que mais costuma atrasar suas contas é a de pessoas entre 26 e 35 anos, que corresponde a cerca de 30% dos inadimplentes. “Seguidos da faixa etária de 36 a 45 anos, com cerca de 25% de inadimplência. Visto que se tratam das parcelas mais ativas economicamente da população”, ressalta Piaz.

Empresas no Brasil

O número de empresas brasileiras com contas em atraso e registradas no cadastro de inadimplentes cresceu 5,02% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2018.

Já o número de dívidas contraídas em nome de pessoas jurídicas avançou 1,84% na comparação anual. Além disso, cada empresa devedora continua acumulando, em média, duas pendências financeiras. Os dados são da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

De acordo com o Indicador de Inadimplência das Empresas, o maior crescimento quanto ao número de empresas negativadas foi observado no Sudeste, com alta de 8,65%. No Sul chegou a 2,99%.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a queda da inadimplência deve-se a um cenário mais positivo em que já se observa uma melhora gradativa do faturamento de alguns setores da economia e taxas de juros mais baixas. “Apesar de as empresas ainda não terem recuperado a saúde financeira nos mesmos níveis que antecederam a crise, as vendas já começam a reagir dando fôlego maior para que elas cumpram seus compromissos”, analisa.

MAIS DA Semana Lojista 886
  • Em respeito à natureza

    Continue lendo Clique e leia
  • Resultados e desafios

    Continue lendo Clique e leia
  • Amor à vista

    Continue lendo Clique e leia
  • Espaço democrático

    Continue lendo Clique e leia
  • Nossa Convenção, um encontro insubstituível!

    Continue lendo Clique e leia
  • Em defesa da Biodiversidade

    Continue lendo Clique e leia
Veja mais